Parque Estadual Morro do Diabo

O Parque Estadual Morro do Diabo foi criado em 1941 como uma reserva, tornando-se parque apenas em 1986, com o objetivo de preservar uma das últimas áreas de floresta de planalto do país. É uma das áreas núcleos da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica Brasileira.
A unidade abriga uma das quatro áreas de proteção com mais de 10.000 hectares de Floresta Tropical Estacional Semidecidual, que originalmente cobria parte dos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.
O bom estado de conservação de sua área de quase 34.000 hectares de Mata Atlântica de Interior permite a ocorrência de importantes espécies de fauna, inclusive algumas ameaçadas de extinção, como anta, queixada, bugio, puma e onça-pintada, além de uma das espécies de primata mais ameaçada do mundo, o mico-leão-preto, que encontra no Parque refúgio para a sua maior população livre. Estima-se que no Parque haja cerca de 1.200 indivíduos dessa espécie. Com relação à flora, o Parque abriga a maior reserva peroba-rosa, espécie importante para trabalhos de reflorestamento e recuperação de áreas degradadas.

Principais Atrativos

Trilha do Morro do Diabo
Distância: 2.500m Dificuldade: Média
A trilha, em meio à mata, leva ao alto do morro, de onde se tem uma vista panorâmica exuberante, sendo possível observar as matas preservadas, as pastagens, os assentamentos e o Rio Paranapanema.

Trilha Pedro Bill
Distância: 2.000m Dificuldade: Baixa
O nome da trilha remete a um antigo guarda-parque da unidade. A trilha segue margeando o Rio Paranapanema e apropriada à observação da fauna associada a habitats aquáticos.

Trilha da Lagoa Verde
Distância: 500m Dificuldade: Baixa
Local de redescoberta do mico-leão-preto. Possui placas interpretativas que expõem o ciclo da água e de nutrientes no ecossistema. Uma rústica ponte pênsil transpõe um lago semelhante a um tapete verde, coberto com uma planta aquática do gênero Azzolla.

Trilha Ferrovia-Angelim
Distância: 40.000m Dificuldade: Baixa
Leva ao interior do parque, através de uma estrada rústica contígua ao antigo ramal ferroviário. A trilha chega até o Rio Parapanema, no local do antigo Porto Angelim, onde as balsas atravessavam para o lado paranaense.

Trilha de Paranapanema
Distância: 2.200m Dificuldade: Baixa
Leva às margens do Rio Paranapanema, passando por uma área em recuperação.

Trilha Barreiro da Anta

Distância: 1.600m Dificuldade: Baixa
A trilha passa por ambientes de terra firme e alagados, atravessando sítios com vegetação muito fechada ou totalmente aberta, permitindo sentir a dimensão da floresta ao seu redor. Uma palafita conduz o visitante até um barreiro, onde é possível observar pegadas de diversos animais.

Trilha das Cotias
Distância: 1.200m Dificuldade: Baixa
Nas proximidades da sede do parque, passa por ambientes de mata fechada, onde é possível observar cotias, pacas, catetos e antas.

Outros Atrativos
O Parque possui um Centro de Visitantes com auditório, banheiros e salas adaptadas para educação ambiental. No local também há um Museu Natural com espécimes locais.
O Parque ainda dispõe de hospedarias estruturadas para receber visitantes e pesquisadores, além de refeitório na hospedaria e quiosques para piquenique.
Para os visitantes interessados em história e cultura, há o Ramal de Dourados, antiga ferrovia que corta o parque, onde é possível visualizar resquícios de estações construídas em meio à mata.

Responsável: Fundação Florestal (Secretaria do Meio Ambiente/SMA)
Endereço: SPV 28 – KM 11 – Teodoro Sampaio – SP – CEP: 19280-000
Email: pe.mdiabo@fflorestal.sp.gov.br
Fone: (18) 3282-1599 (11) 95652-0546
Maiores Informações: http://www.ambiente.sp.gov.br/parque-morro-do-diabo/